Ando doendo quietinho,
Sem barulho,
Sem grito,
Sem raiva.
Ando dormindo pouco,
Falando pouco,
Saindo pouco,
Sendo pouco.
Caminho pela casa
E paro,
Paro!
(Para, por favor).
Parei de escrever,
Parei de ficcionar,
Parei de ir...
Leio coisas tolas
Sobre tolices iguais a minha,
Bobagens iguais a mim,
Descartáveis igual eu fui... Eu sou.
Será que passa “quando”?
Será que existe um “quando”?
Por que de tantos “quando”?
Não quero o abraço,
Não quero a palavra,
Não quero as promessas,
Não quero o sorriso,
Não quero a história,
Não quero a desculpa,
Não quero seus medos,
Não quero seus traumas,
Não quero...
Dói e é melhor doer,
Doer é melhor.
E...
Dói,
Dói...
Por isso o silêncio,
Por isso a distância,
Por isso o desbotado,
(Sumiu com a cor)
A resiliência,
A pouca fé...
Eu sei...
Eu sei...
...
Ando dormindo pouco,
Caminho pela casa,
Leio coisas tolas...
Ando doendo quietinho.
Wanderson Lana
02/03/2026

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