segunda-feira, 31 de março de 2008

No diário de minha mãe

Você não vem e eu me corto
Faço birra interna para meu eu externo
Eu quero você...
Eu quero que venha de qualquer jeito
Satisfazer os meus gostos,
Iludir o meu eu...
Quero ouvir as promessas que nunca irá cumprir
Eu preciso das promessas que nunca irá cumprir!
Olhe para os meus braços marcados por sua demora...
Vê?
Sangrar as vezes dói,
e só o causador de minha dor pode curá-la.
Deus, estou tão perdida!
Tão coberta de meu corpo nu.
Já passou das oito...
- Você não vem.
Mas aos poucos a porta da sala se abre
Você tem a chave da minha vida
A ferida se fecha,
tudo volta a ter sentido
Eu me acalmo com sua fala
com as novas promessas
com seus dedos firmes e perfeitos...
Toda sexta depois das oito eu me transformo
Sou esposa
Sou famíliasou sua mulher...
E só quando você vai embora é que sou sua amante.
Wanderson Lana

3 comentários:

Darci Junior disse...

Olha esse negocio de ouvir promessas que não vão ser cumpridas é ruim!!

Mass...

PARABÉNS!

Wanderson Lana disse...

As vezes há satisfação nessas promessas.
Aquela incerteza se só dessa vez ela será cumprida.

Maria disse...

Eu adoro esse texto, desde a primeira vez q vi, quando vc disse a ri, que estava escrevendo o mesmo!!!
Parabens Wanderson, por tocar o coraçãol das pessoas!